sábado, 28 de novembro de 2009

Pomplamoose

Existem coisas na vida que não precisam ser explicadas. Não vou ficar aqui enumerando milhões delas, mas você provavelmente disse sim a afirmação que acabei de fazer. Uma delas é falar bem da banda americana POMPLAMOOSE. Esta banda é tão maravilhosa que fala por si só. Formada por um casal de namorados a banda está explodindo na internet com sua musicalidade absolutamente ímpar. Fazem versões de músicas consagradas que na verdade ficam bem melhores que as originais. Ignorância é comparar o Pomplamoose com o nosso Emerson Nogueira, a banda é muito mais rica e original. Mistura elementos diversos transformando as músicas em outras músicas completamente diferentes. É de encher os olhos de alegria, e provavelmente você sairá da frente do pc mais energizado.








Ícaro Vieira

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Stop Play Moon

Vou lhe confessar antes de mais nada. Preconceito, ô palavrinha burra. Sempre detestei qualquer tipo de música que misturasse uma batida eletrônica, sintetizadores, algo dançante, etc. e tal. Por exemplo, o disco do U2 – POP, para mim foi um fracasso, nunca aceitei a ideia dessa mistura, pop, rock e eletrônica. Mas ainda bem que mudamos e amadurecemos. Alguns amadurecem tanto que chegam a apodrecer, mas não é o meu caso. Hoje em dia, curto muito uma música que mistura ritmos envolventes, é o caso do Bajo Fondo, Nação Zumbi, Nena e vários outros.
Há exatamente 2 dias eu conheci uma banda nova, recém saída do forno. Tão nova que ainda não gravou nenhum cd, mas já é sucesso no velho mundo. Estou falando da banda STOP PLAY MOON, grupo nascido em São Paulo que toca nas mais badalas festas paulistanas, além de Inglaterra e França. Apesar de ser uma banda nacional, eles cantam em inglês. Outra coisa interessante é o fato da vocalista Geanine Marques, ser modelo, atriz, e inspiração confessa do estilista Alexandre Herchcovith. Mas ela não caiu nesse de paraquedas, Geanine trabalha com música há 10 anos e canta muito bem. Sua voz suave e totalmente feminina cria um magnetismo envolvente que faz qualquer um viajar.

Saiba mais sobre a banda, acesse: http://www.myspace.com/stopplaymoon




Ícaro Vieira

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Botox na vovó

Ela tem mais de setenta, peitos duros como as de uma ninfeta adolescente. Raras deformações pelo corpo. Malha cinco vezes por semana, vida sexual ativa e variada, adora rave. Sai com os amigos nos finais de semana, fuma um baseado para relaxar da vida agita.


Gasta milhares de reais por mês para manter a aparência saudável e o rostinho lisinho como uma bola de bilhar. Cremes de todas as raças, massagem linfática, lifiting, tratamento contra acne, paranóia da beleza. Passa horas à frente do seu laptop de ultima geração para ler dicas e mais dicas de como tratar bem a pele e manter o bumbum durinho. Evita frituras, salgados, doces e afins. Odeia cozinha, criar os netos e ser chamada de vovó. Para o Felipe, seu neto de 14 anos, deu a primeira camisinha e mostrou com a ajuda de uma banana caturra o modo de usar. Moderna, cabelos lisos de tanta chapinha, escova progressiva, formol a vista. No seu fox 1.6 só escuta dance music e ama de paixão mostrar a barriguinha tanquinho da lipoaspiração.


Mundo moderno, gente moderna, pensamentos modernos... assim é a vida que se transforma a cada instante. Hoje vivo uma situação estranha, ao mesmo tempo que estou inserido no mundo moderno ainda me lembro do “velho” mundo. Acho que a minha geração foi a última a ver certas coisas como uma avó de cabelos brancos e óculos de grau, sentada na sua cadeira fazendo tricô. Onde todo domingo o almoço era na sua casa, frango, macarrão, tutu. Uma senhora que amava dar banho nos netinhos, ensinava a rezar para o bom Deus, odiava palavrão. Rugas que demonstravam o seu passado, linhas do tempo que diziam muito mais do que apenas velhice.


Avó desse tipo está em extinção, quem teve vovós assim ainda se recordam de muitas situação engraçadas e gostosas. Sei que avós modernas como escrevi acima não são a maioria ainda, mas preste atenção e veja como elas mudaram bastante. O envelhecer está se tornando cada vez mais tardio. As vovós e vovôs de hoje são diferentes demais, não digo que nem melhor ou piores do que os do passado. Mas um dia quando eu contar para os meus filhos como eram os meus avós, eles irão rir e dizer: Você está muito velho papai.

Ícaro Vieira

terça-feira, 12 de maio de 2009

Amnésia no país do futebol

- Zé. Você tem acompanhado ultimamente os telejornais? Eu to impressionando com tanta brutalidade, violência, corrupção...


Silêncio na sala de TV


- A coisa ta é preta Zé. Guerra no Rio, milhões de assaltos nas ruas do nosso Brasil, extorsão, estupro, pedofilia. Ah!!! Por falar em pedofilia, prenderam um homem que molestava a sua filha há mais de 20 anos. O mundo ta é de cabeça para baixo. Ontem eu li uma notícia sobre os nossos políticos, o tanto que prometem e não fazem porra nenhuma. A maioria rouba e lava dinheiro lá para fora. Tem um deputado aí que estava com a carteira cassada, mas mesmo assim foi pego dirigindo alcoolizado. O viado matou duas pessoas. Aposto que vai pagar fiança e ficará soltinho como o arroz da minha falecida avó.


Barulho de garrafas sendo abertas, de copos sendo enchidos, biscoitinhos sendo mastigados.


- Éeeee Zé, a gente precisa fazer algo viu? Assim não dá meu amigo. Nossos filhos correm risco nesse mundão maluco de meu Deus. Ninguém tem sossego mais. Podemos ser assassinados dentro de casa a qualquer momento, nossas crianças podem ser violentadas em qualquer lugar. O narcotráfico já está atuando dentro das escolas, seqüestros relâmpagos fazem parte da nossa tempestade de terror. Você viu o caso da vizinha do 402? Ela foi seqüestrada pelo ex-marido. Tem cabimento? O amigo agora é inimigo Zé. Onde vamos parar? Assim não dá não. Puta que pariu cara, já chega.


- Chhhhhh. Cala a boca agora João que o futebol vai começar.


- É mesmo cara, simbora seleção canarinho!!! A melhor do mundo. País que tenho orgulho é esse nosso viu, a gente ganha tudo rapaz. E hoje vai ser mais um chocolate. Brasil e ô, Brasil e ô... mas aqui, o que eu tava falando mesmo?


- Sei lá Zé, você falou tanto que eu nem me lembro. Fica quietinho agora pra gente gostar de você. Vai vai vai Brasil, uuuuuuuuuu, quase um golaço.



Ícaro Vieira

segunda-feira, 4 de maio de 2009

As porcarias dos veículos de comunicação


Não sei se vocês percebem, mas algo que reparo já faz um bom tempo é o poder da mídia sobre o mundo. É ela que dita as regras, as tendências, o que deve ser feito, sobre o que vamos falar em nossas rodas de prosa. É uma força sobrenatural, surreal. Veículos de comunicação são os principais detentores do poder em nosso país e não sei se é por isso, que todo político que se preze, é dono ou sócio de algum jornal, revista, rádio, TV. É o famoso coronelismo eletrônico. Outra coisa que me desperta interesse e nojo é a exaltação que algumas matérias recebem. Algumas são muito mais interessantes e dignas de destaque, mas ganham apenas o rodapé com 5 linhas falando sobre o assunto. Só é capa aquilo que realmente vende. Os veículos de comunicação já perceberam isso há muito tempo e alguns jornais já fizeram a sua receita para vender cada vez mais. São basicamente 3 coisas que eles devem falar. Colocar uma mulher gostosa e pelada, muito sangue (entra neste quesito o pavor e o medo) e futebol. Lembram-se da vaca louca? Ela ganhou as manchetes de todos os jornais e enquanto era interessante ($) para os veículos, assumiu a capa de todos estes e de uma hora para outra desapareceu. Lembram-se daquela criança que foi jogada da janela do apartamento pelos pais? Enquanto ela gerou lucros para as mídias eu só ouvia e via isso em cada canal. Hoje eu nem me lembro o nome dela. Lembram-se da gripe suína? Durante uma semana eu fiquei com medo, desesperado, apreensivo. Pensei em mudar para Marte, comprei máscaras, me tranquei em casa, nem pela TV eu queria ver o jogo da seleção mexicana. Mas graças a Deus acho que ela foi embora, de sábado para domingo ela escafedeu-se e o campeão carioca (rsrsrsrsr) Flamengo assume a capa de todos os jornais do nosso maravilhoso e democrático país. O Flamengo é um herói, ele acaba de erradicar a gripe suína e considero esse feito um milagre. Os jornais dormiram no domingo devendo até as calças e acordaram na segunda no azul. Além de acabar com os malditos suínos gripados, o Clube de Regatas Flamengo salvou milhões de veículos de comunicação da falência. Será que o poder divino é do mengo ou dos visionários veículos? Afinal de contas saber a hora de mudar o foco das matérias é algo perspicaz ou melhor dizendo, valioso.

Ficarei aqui esperando ansioso pela próxima lambança.



Ícaro Vieira



segunda-feira, 23 de março de 2009

Música. Um santo remédio.

Alguém tem alguma dúvida que música faz bem não só para os ouvidos? Independente do estilo é sempre bom escutar uns acordes e cantarolar debaixo do chuveiro. Não consigo passar nem um dia sequer sem colocar o meu mp3 para funcionar, corro atrás de novidades musicais e de bandas antigas que deixaram suas importantes contribuições para os fãs. Tudo para escutar algo que me deixe em equilíbrio. Que me faça bem e contribua positivamente para o meu desenvolvimento profissional e pessoal. O fato é que a música é uma importante terapia no mundo moderno. Diante da correria do dia-a-dia, da tensão que suga a vida de muitas pessoas, cantar lava a alma, limpa o stress do corpo, revitaliza, faz a esperança surgir no meio de notas e cifras. Música faz um bem incomensurável. Isso é um fato. Médicos já usam a música como tratamento em diversos hospitais em todo o mundo, e já está comprovado cientificamente o tanto que o auxílio musical é vital para a melhora dos pacientes. Este é só um exemplo do tanto que a música é importante para todos nós.

Mas como tudo na vida tem dois lados, especialistas dizem que o som alto faz muito mal para a saúde. Eu sei disso na prática, meu pai, por exemplo, não escuta muito bem hoje, efeito de horas e horas em frente de caixas enormes, com alto-falantes potentes, que cuspiam riffs de guitarras. Pete toshend, guitarrista da lendária banda inglesa The Who, teve sua audição comprometida também pelo o som ensurdecedor de suas caixas amplificadas. Apesar de eu saber muito bem o que pode acontecer com a minha saúde se eu abusar e insistir em escutar música alta, confesso que não consigo degustar uma música baixa. A vibração não é a mesma, o tesão se esvai, a química que faz todos os pêlos do meu corpo ficarem de pé não reage. É um tédio escutar The Who, Pink Floyd, Pearl Jam, Stone Temple Pilots, Kings Of Leon, Rolling Stones, dentre outras bandas do gênero no volume mínimo. Esse tipo de som não foi criado para se colocar baixinho, as músicas foram criadas para escutar no talo, para sentir assim cada nota estalando no fundo da alma.

Agora não dá para escutar Toquinho, Vinícius e Chico Buarque no volume máximo. Você consegue perceber a grande diferença? Tipos de sons diferentes requerem volumes distintos. Mas independente do gosto musical o fato é que degustar uma boa música no volume certo faz muito bem para a saúde.

Não sou nenhum bom exemplo, mas se eu pudesse lhe dizer algo, eu diria: escute música. Escutar uma bela canção é viver, relembrar tudo de bom ou ruim que já se passou, é encantar a memória, eternizar um momento sublime. Música faz bem, isso é inegável.



Ícaro Vieira


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Quartel Alcoólatra 2009

Eu não gosto de samba enredo, eu não gosto dos G.R.E.S, eu não gosto da multidão se apertando, eu não gosto de axé e funk. Eu odeio cerveja quente, ter que urinar em qualquer lugar. Odeio gente tonta enchendo o saco, odeio briga e aquela espuminha que toda criança adora jogar. Não suporto o cheiro de lança-perfume e de serpentina. Não tolero pegar fila para pagar o sanduíche frio que comi, odeio o odor de urina que exala das calçadas, do trânsito irritante e do caos que a cidade fica neste período. Odeio quando falta água, quando a luz acaba e não agüento quando o supermercado está abarrotado de turistas folgados.

Apesar disso tudo eu adoro o carnaval. Contraditório? Muito.

Não é a festa que eu gosto e sim a ocasião. Esta é a única época que encontro com todos os meus amigos, familiares, gente que não vejo há muito tempo. Tento minimizar esses problemas que citei acima fazendo um churrasco em casa na parte da manhã, escutando um som de qualidade e tomando uma cervejinha bem gelada. Quando é hora de ir para a rua, eu junto a galera e levamos a nossa própria bebida, que por sinal sempre está estupidamente gelada. É dessa forma que vamos para a guerra, a fim de enfrentar todos os problemas e ter 5 dias de diversão. Eu trabalho o ano inteiro e nem adianta nego ficar falando que é alienação. Eu mereço. E já que é uma verdadeira batalha agüentar tanta confusão, eu montei o meu Quartel Alcoólatra Brasileiro, que este ano estará com 39 combatentes. É tanta festa que esses problemas serão contornados naturalmente mais uma vez. Apesar disso tudo, eu odeio a confusão do carnaval. Contraditório? Eu sou assim.


Obs: Esse post não é apologia ao uso de bebidas alcoólicas. É só uma brincadeira, pois no carnaval nossa turma gosta de sair e beber uma gelada. Ninguém passa dos limites, não arruma confusão e tem um detalhe importante. Todos vão para casa a pé.

Álcool e direção. Isso não dá samba.

Se beber, não dirija.


Ícaro Vieira